
Este post (ainda maior que o anterior) vai ser dedicado àquele blog de cervídeos de virgindade mais ou menos duvidosa, cujo apanágio são as escandalosas e provocatórias exibições de carnes e a quem uma vez preguei uma partida (um bocadinho reles) mas que serviu para demonstrar o grau de estupidez e hipocrisia que impera por este país à beira mar plantado, que tão generosamente acolhe uns no seu seio e tão implacavelmente exclui outros.
Tudo começou quando um certo João Z publicou um post intitulado “BICHAS”, aparentemente a apelar à “tolerância” (como eu detesto esta palavra e toda a requintada hipocrisia que ela contém) em relação às ditas, mas que, na minha modesta opinião, mais não era do que um profundo exercício de hipocrisia e de auto-elogio, mais ou menos encoberto.
Apesar de o referido post ser bastante disparatado - mesmo para os olhos de um leigo de fracos recursos culturais e intelectuais como eu - e de já nada me conseguir espantar neste país, confesso que fiquei siderado quando comecei a ver aquela malta toda muito intelectual (ou que, pelo menos, muito se esforça por assim parecer) a tecer-lhe os mais rasgados elogios.
Comecei a pensar: das duas uma. Ou eu estou bêbado com água da torneira ou então esta gente só consegue mesmo pensar através de fórmulas e discursos pré-fabricados.
Fui esperando pacientemente a ver se alguém tinha um mínimo de espirito crítico e desmontava as falácias que por ali andavam. Por fim (farto de esperar) e num dia em que estava deliciado a ouvir aquela música da Mónica Sintra “Afinal havia outra e eu sem nada saber, sorria...”, cometi um crime e traduzi o referido post para um site espanhol (supostamente de gente fútil e tonta). E está-se mesmo a ver a barracada que foi quando gente, supostamente fútil e tonta, começou a reparar e a criticar aspectos que passaram totalmente ao lado dos intelectuais cá do burgo. Confesso que nunca ri tanto na minha vida.
Tempos depois fui confessar o meu crime no blog dos cervídeos e então é que o circo pegou fogo. Ele foi um nunca mais acabar de injúrias e humilhações (mais por parte dos adeptos do blog e não tanto dos seus autores, diga-se em abono da verdade) e só não fui sujeito a torturas, espancamentos e violações porque a virtualidade deste meio cibernético não permite a consecução física de tais desmandos. No entanto, ainda tive a “honra” de me ser dedicado um post intitulado “DESONESTIDADE INTELECTUAL”, escrito pelo membro mais intelectual do staff do blog dos cervídeos.
Posteriormente a isto, julgava eu já ter assentado a poeira toda e já ter visto tudo, ainda me ri mais um bocadinho quando li uma comovedora e patética mensagem do sr. João Z. escrita em inglês (no tal site espanhol... isto é só lógica...) denunciando os meus crimes, ignominias e actos de malvadez e fazendo um pungente apelo aos seus detractores (espanhóis) para que lhe escrevessem de modo a conseguir explicar-se. Enfim, como diria o outro: vidinhas...
Vou deixar-vos com o post original (BICHAS), com exemplos de comentários do público português e com exemplos de comentários do público espanhol. Divirtam-se (ou chorem...).
1) BICHAS por João Z. (http://renaseveados.weblog.com.pt/arquivo/189897.html):
“Quando comecei a lidar com a minha sexualidade e a pensar que poderia vir a ser gay, comecei também a controlar-me para ser o mais straight-acting possível. Não faças isto assim, esse gesto foi muito feminino, essa palavra não é muito usada por heterossexuais, não, não, não, reprime, controla, cala. O medo de que alguém olhasse para mim e percebesse que era gay era constante e terrível, um passo em falso e... Era preciso afastar-me a todo o custo do esterótipo da "bicha". Com o tempo fui percebendo que as pessoas não estavam constantemente a analisar cada movimento meu e que quem estivesse mais atento iria perceber de uma forma ou de outra. Ainda assim, não me sentia muito confortável com pessoas que, na minha opinião, eram "bichas".
O meu primeiro namorado era uma dessas pessoas, indiscutivelmente muito bicha. Nunca o tratei mal nem lhe pedi que mudasse o seu comportamento, mas por dentro sentia-me incomodado, não gostava de ser o centro das atenções, mas, pior, não gostava que as pessoas percebessem que era gay por estar com ele. O meu anonimato desaparecia quando estava com ele, a segurança que eu derivava daí deixava de existir. No fundo sabia que ele era mesmo assim e que o problema estava nos outros e não nele, mas naquele momento não conseguia lidar bem com isso, os olhares das outras pessoas acusavam-nos e só queria que não olhassem para mim.
Mais tarde comecei a separar um pouco as águas. Comecei a compreender que havia aspectos distintos que me incomodavam e quais deles me causavam esse incómodo por culpa minha ou de quem os possuía. Percebi que os estereótipos ajudam a classificar rapidamente as pessoas, mas nenhuma pessoa se resume apenas a um estereótipo. Percebi que me podia sentir incomodado com pessoas que falam alto e que não suportam passar despercebidas, mas pessoas assim não são só gays nem só gays efeminados. Percebi que não me podia sentir incomodado por alguém ser mais feminino, que direito tinha eu de dizer a essa pessoa para não se comportar da forma que lhe era natural e com a qual se sentia bem, e, mais importante, que realmente não estava a interferir com as minhas liberdades? Só porque me tinham ensinado que os comportamentos de homens e mulheres eram distintos e deviam ser seguidos à risca? Sorry, don't play that game no more. Só tenho pena de duas coisas: de não ter percebido isto mais cedo e de outras pessoas não o virem a perceber. Se tivesse crescido numa sociedade mais tolerante talvez fosse mais feminino, mas também mais autêntico e feliz.”
2) EXS. DE COMENTÁRIOS PORTUGUESES:
comentário 1:
Grande artigo Zun, como me revejo nele. Lamento os erros que cometi por pura estupidez (como deixei com que os (pre)conceitos dos outros ditassem o que fazia ou a minha atitude para com terceiros). Dizem que a sabedoria só vem dos erros e da dor... ao ler o teu artigo e analisar o meu percurso pessoal só posso concordar.
comentário 2:
EXCELENTE EXCELENTE EXCELENTE POSTA!
Afixado por: Avioneta Malabarista em abril 10, 2005 01:13 AM
comentário 3:
É com posts excelentes como este que se derrubam gradualmente os preconceitos.
Afixado por: Santos Passos em abril 10, 2005 04:56 AM
comentário 4:
bem, lembrei-me do primeiro casal gay que conheci, dois espanhóis encantadores, um deles bastante feminino e o outro muito pouco ou mesmo nada. disseram-me um dia que nao tinham que ser "bichas loucas" para estarem clara e inequivocamente bem na sua pele, ou seja, os tais histerismos que ja foram mencionados acima não faziam parte do comportamento deles. aprendi com eles que não é necessario ser desta ou daquela forma, nem tão pouco fazer alarde da nossa sexualidade como se de um estandarte se tratasse. ambos eram pessoas extraordinarias que não escondiam a sua vida em comum, que se abraçavam em publico e passeavam de mãos dadas, que nunca vi negar o seu corpo ou a sua condição de homens e homossexuais, mas que tb nunca vi em atitudes de espavento. o que não quer dizer que não mereçam respeito aqueles que o fazem, eu não aprecio, da mesma forma que não gosto de ver uma mulher a sacudir o traseiro exageradamente, ou a falar alto para dar nas vistas!
olha gostei muito deste post e dos comentários que levantou. bjito pour toi!
Afixado por: pandora em abril 11, 2005 09:20 PM
3) EXS. DE COMENTÁRIOS ESPANHÓIS:
comentário 1:
Hola, corazón. Buenos días.
No es cuestión de literatura, de sintáxis ni de redacción, no, es otra cosa. De hecho yo he visto en este mismo foro a muchas moñas que aunque escribían sus mensajes como si fueran palmípedas borrachas el resultado era mucho más interesante y más edificante que el que ha escrito nuestra encantadora amiga la J.Z. con su atribulada su historia autobiográfica. Por cierto... ¿Qué es lo que cuenta en definitiva? ¿Que era una loca reprimida y que cuando salió del capullo daba miedo verla de los estragos que causaba por ahí? ¿Que de tan amargada que estaba se volvió loca?
También habría que analizar de un modo subjetivo algunas de las frases con las que colma esta misiva destinada al sinsentido. Frases como por ejemplo: "Mi primero novio era una de esas personas, indiscutiblemente muy loca. Jamás lo he maltratado..." O séa que lo normal es que a las "locas" muy "locas" se las maltrate con regularidad, y élla que es tan buena y tan santa jamás la maltrato (a su pesar)... Sin comentarios. Otra frase: "empecé también a controlarme para ser lo más straight-acting posible..." ¿Empezó a controlarse para ser qué...? ¿Lo más qué...? ¡Ay que miedo me da! Empezó a controlarse para ser moderna e internacional y así poder decir estas sorprendentes tonterías en un amplio abanico de idiomas. Otra, esta en plan divino: "Más tarde empecé a separar un poco las aguas..." ¡Moises! ¡Moises era marica!. Una más: "Percibí que me podía sentir incomodado con personas que hablan alto..." Muy lógico nena, a todos nos molesta si nos chillan al oído... Por favor, es que hay cada una por ahí que yo no sé como explicarmelo.
Y por si fuera poco el nombrecito con que lo firma: Juan Zun. Aiinns, si con solo pronunciarlo ya te se queda en la cara una mueca como de desilusión. Uf, al decir su nombre me se queda cara de agobiado. No me gusta.
Resumen: Juan Zun es tonta y su mensaje es un pastel de mierda, un bodrio y una solemne tomadura de pelo. Xao
comentario 2:
Cariño, si eso es lo mejor que has leído nunca... Cuentanos, guapa, ¿Aparte de las indicaciones para no ponerte la compresa del revés te has leido algo más o ya no?
Eso es todo, un beso, cari.
Beijinhos e até à próxima...
Tudo começou quando um certo João Z publicou um post intitulado “BICHAS”, aparentemente a apelar à “tolerância” (como eu detesto esta palavra e toda a requintada hipocrisia que ela contém) em relação às ditas, mas que, na minha modesta opinião, mais não era do que um profundo exercício de hipocrisia e de auto-elogio, mais ou menos encoberto.
Apesar de o referido post ser bastante disparatado - mesmo para os olhos de um leigo de fracos recursos culturais e intelectuais como eu - e de já nada me conseguir espantar neste país, confesso que fiquei siderado quando comecei a ver aquela malta toda muito intelectual (ou que, pelo menos, muito se esforça por assim parecer) a tecer-lhe os mais rasgados elogios.
Comecei a pensar: das duas uma. Ou eu estou bêbado com água da torneira ou então esta gente só consegue mesmo pensar através de fórmulas e discursos pré-fabricados.
Fui esperando pacientemente a ver se alguém tinha um mínimo de espirito crítico e desmontava as falácias que por ali andavam. Por fim (farto de esperar) e num dia em que estava deliciado a ouvir aquela música da Mónica Sintra “Afinal havia outra e eu sem nada saber, sorria...”, cometi um crime e traduzi o referido post para um site espanhol (supostamente de gente fútil e tonta). E está-se mesmo a ver a barracada que foi quando gente, supostamente fútil e tonta, começou a reparar e a criticar aspectos que passaram totalmente ao lado dos intelectuais cá do burgo. Confesso que nunca ri tanto na minha vida.
Tempos depois fui confessar o meu crime no blog dos cervídeos e então é que o circo pegou fogo. Ele foi um nunca mais acabar de injúrias e humilhações (mais por parte dos adeptos do blog e não tanto dos seus autores, diga-se em abono da verdade) e só não fui sujeito a torturas, espancamentos e violações porque a virtualidade deste meio cibernético não permite a consecução física de tais desmandos. No entanto, ainda tive a “honra” de me ser dedicado um post intitulado “DESONESTIDADE INTELECTUAL”, escrito pelo membro mais intelectual do staff do blog dos cervídeos.
Posteriormente a isto, julgava eu já ter assentado a poeira toda e já ter visto tudo, ainda me ri mais um bocadinho quando li uma comovedora e patética mensagem do sr. João Z. escrita em inglês (no tal site espanhol... isto é só lógica...) denunciando os meus crimes, ignominias e actos de malvadez e fazendo um pungente apelo aos seus detractores (espanhóis) para que lhe escrevessem de modo a conseguir explicar-se. Enfim, como diria o outro: vidinhas...
Vou deixar-vos com o post original (BICHAS), com exemplos de comentários do público português e com exemplos de comentários do público espanhol. Divirtam-se (ou chorem...).
1) BICHAS por João Z. (http://renaseveados.weblog.com.pt/arquivo/189897.html):
“Quando comecei a lidar com a minha sexualidade e a pensar que poderia vir a ser gay, comecei também a controlar-me para ser o mais straight-acting possível. Não faças isto assim, esse gesto foi muito feminino, essa palavra não é muito usada por heterossexuais, não, não, não, reprime, controla, cala. O medo de que alguém olhasse para mim e percebesse que era gay era constante e terrível, um passo em falso e... Era preciso afastar-me a todo o custo do esterótipo da "bicha". Com o tempo fui percebendo que as pessoas não estavam constantemente a analisar cada movimento meu e que quem estivesse mais atento iria perceber de uma forma ou de outra. Ainda assim, não me sentia muito confortável com pessoas que, na minha opinião, eram "bichas".
O meu primeiro namorado era uma dessas pessoas, indiscutivelmente muito bicha. Nunca o tratei mal nem lhe pedi que mudasse o seu comportamento, mas por dentro sentia-me incomodado, não gostava de ser o centro das atenções, mas, pior, não gostava que as pessoas percebessem que era gay por estar com ele. O meu anonimato desaparecia quando estava com ele, a segurança que eu derivava daí deixava de existir. No fundo sabia que ele era mesmo assim e que o problema estava nos outros e não nele, mas naquele momento não conseguia lidar bem com isso, os olhares das outras pessoas acusavam-nos e só queria que não olhassem para mim.
Mais tarde comecei a separar um pouco as águas. Comecei a compreender que havia aspectos distintos que me incomodavam e quais deles me causavam esse incómodo por culpa minha ou de quem os possuía. Percebi que os estereótipos ajudam a classificar rapidamente as pessoas, mas nenhuma pessoa se resume apenas a um estereótipo. Percebi que me podia sentir incomodado com pessoas que falam alto e que não suportam passar despercebidas, mas pessoas assim não são só gays nem só gays efeminados. Percebi que não me podia sentir incomodado por alguém ser mais feminino, que direito tinha eu de dizer a essa pessoa para não se comportar da forma que lhe era natural e com a qual se sentia bem, e, mais importante, que realmente não estava a interferir com as minhas liberdades? Só porque me tinham ensinado que os comportamentos de homens e mulheres eram distintos e deviam ser seguidos à risca? Sorry, don't play that game no more. Só tenho pena de duas coisas: de não ter percebido isto mais cedo e de outras pessoas não o virem a perceber. Se tivesse crescido numa sociedade mais tolerante talvez fosse mais feminino, mas também mais autêntico e feliz.”
2) EXS. DE COMENTÁRIOS PORTUGUESES:
comentário 1:
Grande artigo Zun, como me revejo nele. Lamento os erros que cometi por pura estupidez (como deixei com que os (pre)conceitos dos outros ditassem o que fazia ou a minha atitude para com terceiros). Dizem que a sabedoria só vem dos erros e da dor... ao ler o teu artigo e analisar o meu percurso pessoal só posso concordar.
comentário 2:
EXCELENTE EXCELENTE EXCELENTE POSTA!
Afixado por: Avioneta Malabarista em abril 10, 2005 01:13 AM
comentário 3:
É com posts excelentes como este que se derrubam gradualmente os preconceitos.
Afixado por: Santos Passos em abril 10, 2005 04:56 AM
comentário 4:
bem, lembrei-me do primeiro casal gay que conheci, dois espanhóis encantadores, um deles bastante feminino e o outro muito pouco ou mesmo nada. disseram-me um dia que nao tinham que ser "bichas loucas" para estarem clara e inequivocamente bem na sua pele, ou seja, os tais histerismos que ja foram mencionados acima não faziam parte do comportamento deles. aprendi com eles que não é necessario ser desta ou daquela forma, nem tão pouco fazer alarde da nossa sexualidade como se de um estandarte se tratasse. ambos eram pessoas extraordinarias que não escondiam a sua vida em comum, que se abraçavam em publico e passeavam de mãos dadas, que nunca vi negar o seu corpo ou a sua condição de homens e homossexuais, mas que tb nunca vi em atitudes de espavento. o que não quer dizer que não mereçam respeito aqueles que o fazem, eu não aprecio, da mesma forma que não gosto de ver uma mulher a sacudir o traseiro exageradamente, ou a falar alto para dar nas vistas!
olha gostei muito deste post e dos comentários que levantou. bjito pour toi!
Afixado por: pandora em abril 11, 2005 09:20 PM
3) EXS. DE COMENTÁRIOS ESPANHÓIS:
comentário 1:
Hola, corazón. Buenos días.
No es cuestión de literatura, de sintáxis ni de redacción, no, es otra cosa. De hecho yo he visto en este mismo foro a muchas moñas que aunque escribían sus mensajes como si fueran palmípedas borrachas el resultado era mucho más interesante y más edificante que el que ha escrito nuestra encantadora amiga la J.Z. con su atribulada su historia autobiográfica. Por cierto... ¿Qué es lo que cuenta en definitiva? ¿Que era una loca reprimida y que cuando salió del capullo daba miedo verla de los estragos que causaba por ahí? ¿Que de tan amargada que estaba se volvió loca?
También habría que analizar de un modo subjetivo algunas de las frases con las que colma esta misiva destinada al sinsentido. Frases como por ejemplo: "Mi primero novio era una de esas personas, indiscutiblemente muy loca. Jamás lo he maltratado..." O séa que lo normal es que a las "locas" muy "locas" se las maltrate con regularidad, y élla que es tan buena y tan santa jamás la maltrato (a su pesar)... Sin comentarios. Otra frase: "empecé también a controlarme para ser lo más straight-acting posible..." ¿Empezó a controlarse para ser qué...? ¿Lo más qué...? ¡Ay que miedo me da! Empezó a controlarse para ser moderna e internacional y así poder decir estas sorprendentes tonterías en un amplio abanico de idiomas. Otra, esta en plan divino: "Más tarde empecé a separar un poco las aguas..." ¡Moises! ¡Moises era marica!. Una más: "Percibí que me podía sentir incomodado con personas que hablan alto..." Muy lógico nena, a todos nos molesta si nos chillan al oído... Por favor, es que hay cada una por ahí que yo no sé como explicarmelo.
Y por si fuera poco el nombrecito con que lo firma: Juan Zun. Aiinns, si con solo pronunciarlo ya te se queda en la cara una mueca como de desilusión. Uf, al decir su nombre me se queda cara de agobiado. No me gusta.
Resumen: Juan Zun es tonta y su mensaje es un pastel de mierda, un bodrio y una solemne tomadura de pelo. Xao
comentario 2:
Cariño, si eso es lo mejor que has leído nunca... Cuentanos, guapa, ¿Aparte de las indicaciones para no ponerte la compresa del revés te has leido algo más o ya no?
Eso es todo, un beso, cari.
Beijinhos e até à próxima...
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